quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

PAX JULIA



BEJA


Como todos sabem, nasci na capital do Baixo Alentejo, que outrora se chamava PAX JULIA.






Nos tempos dos romanos, para os mais ignorantes!!!


É evidente que todos sabiam!

Como também não há QUINTOBAIRRISTA que desconheça, sempre fui um fanático pelo Clube Desportivo de Beja e não erro se disser que passei grandes momentos e fiz grandes loucuras, desde invasões de campo e tudo o mais que possam imaginar!

Agora, o que todos não sabem é que aqui há tempos fui presenteado com três postais ilustrados da minha bela cidade!

Não revelo quem foi, mas se vos disser que já o “aturo” desde os 10 anos de idade (!!!) não será difícil adivinhar, acrescentando apenas que a sua cara metade é de Santiago do Cacém…








                                                    




      ESCREVE: VÍTOR






terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

SEM FIM...




Aqui há dias fui passar uma limpeza aos meus arquivos e encontrei lá o que passo a transcrever para que possam fazer uma avaliação dura e dizer tudo o que vos apetecer sem dó nem piedade.
  
Só tenho pena de não ter datado e apenas a hora lá consta: "15h03"!




Há dias com horas imensas, há horas com minutos a mais!
Mas não há bons momentos que sejam demais!
Sentir esses momentos, fechá-los em mim!
E as horas e dias nunca terão fim!                       



Será que isto faz algum sentido?
 Olhem, já que está, deixa estar!!!





           Escreve o "poeta" VÍTOR 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

"BICHAS" E FILAS - 3


- Um caso mais recente embora já com uns anos:
Eu mais um colega nosso, fomos fazer uma visita de inspecção por facturas falsas. O s.p. era um indivíduo guineense com morada na Rua D. Luís de Noronha. 
Depois de notificado para apresentar os documentos com data e hora lá fomos. 
Estávamos à porta da dita morada quando vimos vir, da Avª de Berna, uma trupe de pretos, Comentámos:- "O que é aquilo?". Era o indivíduo acompanhado de uns dez "guarda-costas" a vir em nossa direcção. 

Não me vou alongar em muitos pormenores, mas nós a querer fazer o trabalho, mesmo na rua e ele a fugir com o rabo à seringa, como se diz. De repente aparece à janela (era um r/c) um indivíduo a incentivar aquela malta toda contra nós: Quem era esse indivíduo? Um tal Fernando Ka, talvez o Mamadou Ba dessa época.

Eu fui agarrado pelos colarinhos, o nosso colega foi agredido, pelo menos verbalmente e tivemos que fugir rua abaixo até entrarmos na Droper a pedir auxílio. Aqui tenho de repudiar a atitude do dono daquela casa quando dissemos o que queríamos, ainda por cima amigo do Cabeça, e nos negou o telefone com uma desculpa qualquer (ainda não havia telemóveis, nem em sonhos!). 
Pelo menos estávamos protegidos, mas num impasse. Pela montra vimos que do outro lado da rua havia uma mercearia e, um, dois, três, aí vamos nós pelo meio dos pretos. 
Lá o senhor foi muito simpático e telefonámos para o Departamento (onde o chefe de divisão da altura disse para termos calma e tentarmos resolver o assunto!) e para a polícia. 

Passado uns tempos chegou um creme nívea e fomos todos para a esquadra frente à Adega da Tia Matilde. 




A estória continua, mas lá tudo foi mais calmo. 
Resumindo, só às quatro da tarde é que fomos almoçar e sem bichas!...





       Escreve: Militão Camacho


domingo, 3 de fevereiro de 2019

A GUERRA COLONIAL DO CAMACHO: uma justa "reprimenda"

Saúde!

Como sempre referi, foi rara a semana em que não entrei no blogue, mais que não fosse para ver se ainda existia!... 

Agora tem sido um fartote! Ainda bem por um lado e ainda mal por outro. Para bom entendedor meia palavra basta. 
Num dos textos que escrevi tu sustenta-lo, como de costume, com diversas fotografias. Numa delas um grupo de combate vai em progressão no meio do mato. Podias ter-me pedido que te enviava algumas, essas sim verdadeiras.
 
Em anexo envio-te uma que me foi tirada em Maio de 1971 ao chegar de uma operação de quatro dias, ainda equipado e antes de tomar um banho retemperador de água fria. 
Grande abraço. 
Camacho

Não sendo uma defesa, fica reposta a imagem. 
Ó Camacho, este blogue é nosso! De todos nós! Manda-me o que entenderes publicar que será publicado! Tu e todos os QUINTOBAIRRISTAS, carago!  A nossa vida quintobairrista comporta tudo lá dentro, antes, durante e depois! TUDO!   

LUÍS CARVALHO, O DECANO QUINTOBAIRRISTA



E lá fomos, eu o Duarte Silva e o Arlindo Carneiro visitar ao Lar "A Idade de Ouro" sita na rua Diogo Couto, nº. 11-2º 2795-070 Linda-a-Velha o nosso Luis Carvalho.



Apenas me reconheceu a mim mas como tem falta de vista e ouve mal nada é anormal e não muito importante.
O que mais nos agradou a todos, foi o bom aspecto das instalações e a amabilidade das funcionárias o que é deveras importante, assim como a médica que o trata.
Mais tarde apareceu a Rosinha a filha mais velha que não víamos há mais de 35 anos.
Foram duas horas bem passadas e contamos repetir porque a amizade não é palavra vã para os QUINTOBAIRRISTAS!
E quem quiser e puder, fica a saber que a partir das 14h30, todos os dias o pode visitar.

QUE MAIS POSSO DIZER? Que temos esperanças que em breve volte para casa, porque é esse o seu maior desejo e o de sua esposa D. Zaida, que por motivos vários não pode estar presente, mas nos telefonou por duas vezes.









                                                        ESCREVE: VÍTOR

sábado, 2 de fevereiro de 2019

"BICHAS" E FILAS - 2





- Não sei se se lembram das bichas para a inscrição no número de contribuinte?

 Ao princípio eramos três a receber a ficha. Ao que julgo, mas não tenho a certeza, eu, o Raposo e o Cabeça (?). 




A partir de certa altura fiquei sozinho com bichas a começar, durante o dia todo, no 2º andar, descer a Avª 5 de Outubro, virar para a Miguel Bombarda, virar para a Avª da República e finalmente virar para a João Crisóstomo até quase à Tesouraria. 
Eu tinha aqueles números todos na cabeça, nem precisava de consultar as instruções!
Vinha para casa e jantava, sonhava e acordava com aquilo. 
Resultado, tive um esgotamento cerebral ao ponto de nem conhecer a minha mulher. 
Que me lembre foi a única vez que estive de atestado por motivos sérios de saúde.


Não sei até que ponto aquilo não me deixou mais sequelas que os vinte e seis meses que estive em Cabo Delgado, sempre agarrado à G3.



        Escreve: Militão Camacho 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

"BICHAS" E FILAS - 1



Saúde!
Ainda bem que o Vitor trouxe estes assuntos à colação.
Quanto a bejecas temos dito embora o Manaus já não exista, que era onde ia mais vezes, nomeadamente com o Marques Lima, ele de caneca e eu de imperial para gozo dele, faltando aqui, entre outros, o Jaguar com o Lemos Correia e tantos outros... 

Quanto a bichas e filas basta consular os jornais da época.
Queria falar de filas e em dois ou três casos passados comigo. 


BICHAS E FILAS - 1


- Em data que não posso precisar, aquando da entrega dos modelos 8/8-A e 9 do Profissional, formavam-se grandes bichas a começar no 2º andar e iam pela avenida fora a virar da esquina. Um dia, à hora do almoço, nesse tempo a Repartição fechava para almoço, a malta que estava na fila, não o queria deixar fazer, nem esperar pela abertura às 14 horas. O que é certo é que a porta foi fechada e, quando eu e o Branco íamos a sair para almoçar, um individuo que estava à frente da bicha gritava em altos berros: - "O primeiro a sair é o primeiro a levar nos cornos". Fomos à varanda pedir ajuda, mas a quem? Quem se manifestava era um nosso conhecido "contabilista" que, quando se viu identificado, lá acalmou e nos deixou sair sem mais problemas.

 





                                             ESCREVE: MILITÃO CAMACHO
                                            (na foto com 2 ou 3 anos a menos!!!)