sábado, 6 de abril de 2019

MEMÓRIAS DO CASCÃO...


Não se pense que onde trabalhei depois de ter saído do 5º. que na altura era 11º. não deixei "rasto".

É evidente que o 5º. Bairro foi o marco geodésico e digo o e não um porque não é comparável com mais nada deste Mundo. Mas será que há outro?!!!
O pessoal era impec como palavra muito usada pelo Orvalho e do João Carlos, Ana  Maria, Modas, Borges, Bárbara Carlos Coito(falecido precocemente), Pires, Margarida Zézinha, Orestes até ao Silveira e ao Simões(outro que jálátá!!!) a que se juntaram depois o Ludovico e o Aurélio e já agora  o João Vitor da Luz Dias com os seus quase 2 metros e basquetebolista de eleição foram bons companheiros durante três anos.
De propósito não referi o Carlos Mota de Oliveira poeta com obra publicada e que por via disso era visitado muitas ou algumas vezes pelo Mário Viegas, sim esse génio, que iamos almoçar ao Lautasco, no Beco do Azinhal,  carapauzinhos fritos com feijão frade que eram uma delícia.


O melhor era quando o Mário Viegas depois duns copitos começava a declamar e no final os almoçaristas aplaudiam!!!Estava aqui até amanhã a contar...
Lá conheci ainda o Ary dos Santos, o Baptista Bastos e o Luis Pedro Fonseca, porra já todos "patinaram" o último foi o autor daquele sucesso da Lena d´´Agua "Sempre que o amor me quizer" quem não conhece?
E os meus compinchas QuintoBairristas lá iam e almoçavamos no Zé Burro brutas feijoadas feito por encomenda. Lembras-te Camacho, Dores Carvalho, Barão e muitos mais?


E na rua do Paraíso havia um restaurante de alto calibre o Faz Figura. Será que ainda faz...figura, isto é ainda estará aberto? Tinha uma vista sobre o Tejo, deslumbrante!!!



Remato à canhota sempre fui das esquerdalhas...moderadas, dizendo: Sim fui para o 2º. Bairro Fiscal porque estava lá como Chefe o Sr. Mendes Leal que tinha sido transferido pela lei, julgo eu, do sexénio.







                                                             
                                                            ESCREVE: VITOR 

sexta-feira, 5 de abril de 2019

CRÓNICA DE UMA INSPECÇÃO FALHADA!

Aproximadamente no inicío de 1984, voltei ao antigo 5.º Bairro, à altura 11.º, para integrar uma equipa de fiscalização local, cujo o chefe deste departamento era o Joaquim Gonçalves (que envelheceu precocemente só por aturar este grupo), a supervisão estava a cargo do saudoso Manuel Carneiro.
Julgo eu que nos juntaram ali, para não estragarem outros bairros fiscais, era a nata da malandragem de lisboa, e se estiver a exagerar será por muito pouco, passo pois a referir aquela seleção municipal: Vitor Gonçalves, João Correia dos Santos, Carlos Ferreira (Kali), Vitor Resende, Franquelim, Manuel Joaquim Rito Pereira (o decano), Galvão (metro e meio de Alentejo), Sampaio (um minhoto residente em Vila Franca, bruto mas, excelente colega) e vindos do Departamento de Inspeção a Luciana e o Carrondo.
Recebi, como um dos primeiros processos, a verificação da actividade de uma Pensão, que ficava no final, do lado esquerdo, da 5 de Outubro em frente da Feira Popular, julgo que em nome individual e com contabilidade.
Fui lá depois de almoço, era um prédio sem manutenção, já velho, com um inquilino por piso, toco à campainha, abrem a porta e aparece uma senhora loura oxigenada com uns seios do tipo Bo Derek, que à distancia de meio metro, os bicos do soutien tocavam no meu peito, o cheiro era nauseabundo, espreitei e vi um corredor enorme, uma cozinha logo à entrada, do meu lado direito, onde estava outra senhora igualmente loura em amena conversa com um individuo, talvez nos preliminares e prestes a fecharem o negócio para passarem ao ataque e, do lado esquerdo uma sala.
Digo à senhora que sou das Finanças e pretendo falar com o Sr., X, acto continuo, ela vira-se para a citada sala e gritando chama o Sr. X, dizendo que esta ali um senhor das finanças, voltou-se novamente para mim, mais as mamas e disse: Ele teve uma trombose e está todo apanhado.
Entrámos os dois para a sala, era enorme, com tetos altos e estava dividida por um contraplacado, nesse momento ouve-se uma voz vinda da parte escondida do contraplacado: 
- Ai! Que já me mijei todo!

Aparece, vindo lá de trás, um senhor de muletas em calças de treino com uma grande mancha no sitio da braguilha que, dirigindo-se a mim, coloca a mão no molhado das suas calças e diz: Olhe, está a ver, até me mijei todo e estendendo a mesma mão procura cumprimentar-me, ai eu já tinha as mãos atrás das costas e disse-lhe que se fosse deitar novamente, apenas pretendia que me desse a morada do local onde estava a contabilidade, pois queria sair da li o mais rápido possível.






                                                           ESCREVE: VÍTOR GONÇALVES 


quinta-feira, 4 de abril de 2019

TARDE ESTRAGADA!


Uma situação passada no nosso Bairro pelos anos de 1980.
Naquela altura um Senhor de nome Florêncio mas baptizado 
pelo Vitor de Farrusco, era amigo dele, do Afonso e do 
Dores Carvalho e muitos outros.
Tinha uma carrinha azul, 
e as más línguas batizaram essa carrinha de "RAMONA".

O Senhor Florêncio estacionava na Av. 5 de Outubro no espaço 
entre o LOBAFO e PESSEGUEIRO, cafés ali existentes em frente 
à Repartição entre as 12,10 e as 12,30, e alguns de nós diziam "
já chegou a RAMONA". 
Os passageiros habituais eram o Vitor, o
Afonso e o Dores Carvalho.Eu trabalhava na sala ao lado do 
Gabinete do Sr Leal.
Um dia pela aquela hora entrou na minha
sala e como se lembram ele usava sapatos de borracha que não 
faziam qualquer ruido, parecia que andava de pantufas, e eu 
só o vi, quando já estava junto à janela com o pescoço muito 
esticado. Então viu a RAMONA, dá meia volta e exclamou com cara 
de zangado "JÁ TEMOS UMA TARDE ESTRAGADA".
É com muitas saudades que recordo aqueles tempos maravilhosos 
com os inesquecíveis companheiros e amigos.





        ESCREVE: DUARTE SILVA (BARÃO) 
           

quarta-feira, 3 de abril de 2019

"DESGRAÇA" EM TODAS AS DIRECÇÕES!

Se virávamos à direita era uma "desgraça", se fosse à esquerda "desgraça" era e se fossemos em frente era "estampanço" na Cervejaria Manaus ,
Hoje recordo à esquerda  que passava pela Ceuta, Galeto, Versaillles (sim, gente fina era outra coisa!!!) e iamos desaguar(?), melhor cervejar ao Pinóquio ou à Solmar, deixando a Riba d´Ouro pelo meio!!!
Como não vos quero entediar, enfastiar ou ...encharcar, digo apenas que naqueles locais de "culto"...cevadeiro, havia muitas vezes "missa cantada" onde se destacava o Luisinho, figura icónica, que foi actor no filme Cerro Maior, baseado no livro do Manuel da Fonseca, que quando ia a Lisboa era presença certa.
Sem exagerar digo-vos apenas que o Luisinho bebia 30 a 40 "bejecas" todos os dias!!!
Num dia de Verão a caminho do Algarve-Monte Gordo, onde passava férias, devido ao calor na passagem pelo ALENTEJO, deu-lhe "uma coisa ruim" e foi desta para melhor...melhor não sei se foi, mas que se foi...foi!!! 
Nunca mais aqueles locais foram os mesmos!!!
E quem se vai agora sou eu!!!Xau.




                    Escreve: VÍTOR 

terça-feira, 2 de abril de 2019

AINDA GRAVATAS - PARTE III


Terceiro episódio

Quando o meu Pai faleceu, em Janeiro de 1990, fiquei com um espólio de gravatas enorme pois ele usava gravata até na praia (também tinha um pescoço de galinha!).

Tinha pena, não de galinha, de as deitar fora e lembrei-me de oferecê-las ao Restaurante Gravatas, em Carnide.

Até hoje! Por isto e por aquilo, elas foram resistindo em minha casa onde ainda se encontram para quem as quiser, pois uma das vezes que quis dá-las, já as não aceitavam. Problemas com a ASAE ou com outras instituições que "velam" pela nossa saúde!

Hoje, gravatas, nem nos enterros.






                                      ESCREVE: CAMACHO 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

HÁ CONCURSOS E... CONCURSOS!

O ano não recordo, mas foi no decénio de 80 do século passado e no Liceu D.Pedro V em Sete Rios.
Ia tão preparado para o concurso a Perito que nem Códigos levava.
A sala albergava 30 e tal candidatos e apenas o Branco era meu conhecido, trabalhámos juntos há mais de 10 anos..
Estavam de vigilância e supervisão o Director Graça Estevão e o Manuel Carneiro, irmão do nosso Arlindo.

Todo o Mundo falava e o M. Carneiro tinha -se ausentado momentaneamente, quando o Graça Estevão veio "marrar"(salvo seja!!!) comigo, dizendo:"Isto é para fazer individualmente".
Já éramos "velhos" conhecidos!!!
Peguei na cadeira e na secretária e coloquei-a frente ao quadro negro, condizente aliás, com a minha sabedoria, negra e escura como o breu!!!
Quando o M.Carneiro chegou veio perguntar-me porque estava ali e eu disse-lhe que depois lhe explicaria como fiz passados dias mais tarde.
...de repente "deu-me uma coisa", peguei nas folhas, entreguei-as ao G. Estevão, que me disse que não podia sair.
Mas saí!!!
Prometeu-me um processo disciplinar.
Ainda estou à espera, sentado no Jardim da Celeste!!!
Assim se esfumou a hipótese de ser duplamente perito!?!
Fiquei apenas a sê-lo em ignorância.

 



                                                                     ESCREVE: VITOR