Trabalhava do outro lado da João Crisóstomo, num laboratório farmacêutico, ou coisa que o valha e passava algum tempo à varanda, mandando sorrisinhos e olhares furtivos...
Do nosso lado, da varanda das execuções fiscais, o porto santense Noé, que não tirava os olhos do outro lado, derretia-se todo!
Manifestamente a moça dava-lhe troco, mas o malandro nunca foi capaz de dar o salto, pelo menos que se soubesse.
Limitava-se a dizer:
- Olha, lá está a vizinha (ele dizia um nome, mas não me recordo qual era...) das mamocas boas...
E assim ficou!
ESCREVE: PESSOA

































