terça-feira, 4 de novembro de 2025

UMA DE TOTÓS!

 


Conforme prometido aqui vai mais uma história em que fiz figura de totó.

Como sabem fui de Lisboa a Lourenço Marques no navio Niassa.

Depois de muitas peripécias acontecidas durante a viagem, entre outras, tivemos que ir à Guiné desembarcar um tipo que caiu no barco e partiu a coluna e um outro que se atirou ao mar, lá chegámos a Luanda.

Com tanto atraso ninguém estava à nosso espera. Assim tivemos que ir do porto até ao centro da cidade a pé. Era ver a malta a andar como os pinguins para “contrabalançar o balanço do barco” embora já estivéssemos em terra firme.


Mal cheguei a Luanda a primeira coisa que fiz foi ir aos correios enviar as cartas que tinha escrito durante a viagem.



Aqui a primeira de totó.





Ao pagar os selos, perguntei à senhora se podia pagar com dinheiro da metrópole. Ela olhou para mim muito espantada e disse que sim. Claro que o troco foi em escudos angolanos.





Depois fui até ao centro da cidade e era ver uma data de indivíduos a dizer “pago a 10, pago a 12, etc.,” e eu sem saber ao que se referiam. Só mais tarde é que vim a saber que aquilo era o câmbio que eles pagavam pela moeda da metrópole. Aí, uma vez mais, fiz figura de totó.






Enfim, valeu o jantar na Portugália e uma noite no Copacabana (a propósito, porque é que tenho duas facturas da discoteca? Será que fui uma vez e depois outra? Não me lembro!...)









Quem confessa os seus pecados tem que ser perdoado.








ESCREVE: CAMACHO

sábado, 1 de novembro de 2025

REPORTAGEM DE UM AUSENTE!

Realizou-se como estava programado o almoço na Cervejaria Pinóquio, no dia y que não me lembro devido ao desgaste neuronial, que teve xis QUINTOBAIRRISTAS que não posso discriminar uma vez que por motivo de força maior não pude comparecer com bastante mágoa mas um acontecimento inesperado a isso me obrigou!!! 

Pelo que soube o repasto decorreu como sempre com bastante "alarido" porque faz parte da ementa irmos ao baú e contar estórias que ao longo do todos aqueles anos  se passaram e que muitas delas  estão veritas em livro!!!

Que mais posso dizer? Que haja algum dos que compareceram tragam para os comentários os apelidos dos presentes!!!


Ah! E em Dezmbro haverá outro em dia e local a designar sendo hipótese o Restaurante Courense onde já fomos e serve as nossas pretensões, tanto pantagruélicas como económicas porque não andamos a "nadar" em matéria de euró...ticas!!!

A idade já não permite grandes eu...forias!!!


ESCREVE: VÍTOR



LISTA COM "PATROCÍNIO"
VÍTOR GONÇALVES 


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

O NOVO PÓDIO DO CAMACHO!

 



AGORA, É SÓ ESCOLHER E... BEBER!

PARA ACOMPANHAR...


E QUEM, PASSADOS 50 E TAL ANOS JÁ NÃO SE AGUENTA...



E PARA ACOMPANHAR...



quarta-feira, 29 de outubro de 2025

CADA TERRA COM SEU USO...

 A propósito de amendoins ou tremoços lembrou-me duma outra história.

 Acabado de chegar a Lourenço Marques no Niassa, na Praça Mc-Mahon, fui beber uma cerveja. Quando a trouxeram, puseram a minha frente um prato de camarão.

 Nem lhes toquei. Só mais tarde é que vim a saber que aquilo era o que cá no burgo eram os tremoços, para acompanhar a cerveja. 

Figuras de parvo!


Escreve: CAMACHO


segunda-feira, 27 de outubro de 2025

PERIPÉCIAS DE UM TEMPO QUE JÁ LÁ VAI...

 


Tendo em mente o almoço/convívio de dia 23 no Pinóquio, com uma mariscada, lembrou-me de mais que um episódio acontecido na minha Companhia, quando estive em Moçambique.


Como sabem Moçambique, em especial a costa de Cabo Delgado, é fértil em camarão e lagostas.


Só que nós estávamos muito longe, mais de 500 km, de Porto Amélia (actual Pemba) ou do Ibo locais onde, por uma cerveja, um nativo ia mar fora, apanhar as melhores lagostas que conseguia.

Para além dos perigos que a travessia de Cabo Delgado acarretava, basta lembrar nomes como Mueda, Sagal, Miteda, Omar, Nassombe, Nangolo, etc. havia a falta de estradas e, as que havia, no tempo das chuvas, ficavam intransitáveis.

No entanto a gula era imensa e o desenrasca fala sempre mais alto.

Nós éramos abastecidos de frescos na época das chuvas, fruta, legumes, carne e peixe através dum táxi aéreo que, às quintas levava o correio e os legumes, e às sextas recolhia o nosso correio e levava a carne e o peixe. Quanto ao resto, durante a estação seca, havia colunas com abastecimento de secos (feijão, grão, massas, arroz, farinha, vinho, cerveja, sei lá que mais) que aprovisionávamos para o resto da época.


E se alugássemos a avioneta para nos levar umas lagostas?

Bem dito e bem feito.

Falámos com o dono da Cadelco e ficou assente que, sempre que quiséssemos, iria uma avioneta cheia de cerveja e marisco.

Aquilo é que era ver, soldados, sargentos e oficiais com um rancho melhorado de lagosta.



O preço, uma agradável surpresa, se pensarmos no aluguer da avioneta, o perigo por que ela passava ao atravessar Cabo Delgado duma ponta à outra e o próprio produto.
Para terem noção do que conto anexo cópia duma factura que guardei daquele tempo.

Bom apetite.












ESCREVE: CAMACHO