terça-feira, 20 de setembro de 2022

DE SEIA ATÉ À BARCA EM PORTIMÃO


 Por onde passei deixei malta com quem me encontro sempre que possível.

Aqui pode ver-se ao meu lado duas pessoas que trabalharam comigo no Algarve, em Faro, ao fundo avô e neto e o Gomes, meu colega da mesma sala da Direcção de Finanças. O avô é o Rui que desde 1966 conheço de Seia, foi nosso colega e depois "pirou-se" para a banca. 

O neto Tiago tem já 19 anos e não conhecia, parece ter mais idade porque maturidade é fora do normal. O Raposo mais novo e o Inácio também amigo ou melhor antes de mim, do Carvalho.

Almoço na Barca em Portimão das 13 às 19, já não tenho pedalada para 
tão longas "caminhadas" de faca e garfo e muito menos "bubidas"muitas!!!
Com o Rui vivi episódios, na inesquecível cidade de Seia, onde fui feliz, mas só soube depois de lá ter saído!!! Eu, ele e outro amigo do peito, Carlos Melo, falecido, infelizmente, em Janeiro deste ano, naquele tempo nas noites de sexta feira corríamos Ceca e Meca, de Viseu a Coimbra, da Guarda, Pinhel, Celorico e Mangualde, raro era chegarmos a penatesantes do Sol raiar!!! Eram passadas a "pente fino" sempre a encher os odres que nesse tempo não havia balões ou quaisquer tipo de proibições obnóxias! Tinhamos fôlego até mais não e era sempre a abrir!!!

Conto apenas um episódio:- O Perfect conduzido sempre pelo Rui que lhetinha custado 15 contos e já mais  do que usado, um dia foi deixado numa descida e "resolveu", depois de termos saído, continuar a sua marcha e por um acaso do destino, sem que saibamos ainda hoje a razão, estacou de súbito, talvez por "cansaço" ou alguma "indisposição
momentânea"!!!






                                                         Escreve: Vítor 

domingo, 18 de setembro de 2022

CARTA ABERTA!

 


Entrei naquele 52-A no dia 1 de Julho de 1971, trabalhei dois dias e uma doença, nefrite, deixou-me quase dois meses de baixa real, sim que dei algumas baixas fictícias e não seria leal se não o dissesse.

por ironia o médico que me tratou e apenas me recordo do primeiro nome, Alexandre na Clínica de Benfica na Rua Claúdio Nunes, tendo ido a Paris a um congresso um ataque de coração "levou-o" !!!
Passados todos estes anos e já lá vão 50, continuo como se todos os dias fosse ao nosso local de trabalho!!!
Será que isto vos dirá alguma coisa?
A única certeza que tenho, quando vou a Lisboa por vários motivos é que vamos ter convívio ou melhor transformamos encontros em almoços com vários de nós a desempenhar com toda a vontade as diversas funções que o DITADOR recomenda, para que tudo seja uma jornada de confraternização como se fosse sempre a primeira.


Basta olharmos uns para os outros para termos a certeza que estaríamos ali horas e horas, que exagerando, se podiam transformas em...dias e dias!!!
Vamos ao baú da nossa memória, ou à despensa, ao sotão ou à arrecadação, nunca esquecendo aqueles que já partiram e fazem mossa nos nossos corações.
SENTE-SE.

Aos que por motivos vários não podem estar presentes nalgum também não são esquecidos e todos procuramos saber o que possa ter sucedido.
Não me alongo mais, mas  uma coisa é certa:



SOMOS QUINTOBAIRRISTAS, não somos melhores nem piores que ninguém, mas somos DIFERENTES, o escritor e jornalista Manuel António Pina, infelizmente já falecido, disse que "A AMIZADE É A MAIS ALTA FORMA DE AMOR"!!!
Contem sempre comigo, eu conto convosco...todos sem excepção!!! 

                      SAUDAÇÕES QUINTOBAIRRISTAS





                      ESCREVE: VÍTOR

sábado, 17 de setembro de 2022

AH FADISTA!

 Autos de noticia. Novamente o 11.º bairro fiscal, ex-5.º bairro fiscal. Fiscalização local.


 Plano de actividade: Contribuição Industrial, verificação de livros selados para confirmação de dados com as declarações apresentadas pelas empresas. Vou a um restaurante na rua Marques Sá da Bandeira, em frente à Gulbenkian. A dona uma senhora, simpática, que de imediato me deu os livros selados: razão, inventário e balanços, actas e diário (julgo que era assim). 

Para espanto meu e, tive de me conter para não rir, os livros estavam sem qualquer referência à contabilidade mas cheios de referências à qualidade dos almoços e dedicatórias à voz da proprietária, ( grande almoço, arroz fantástico, sobremesas do outro mundo, excelente bife, etc.) que nas horas vagas, cantava fado, facto que me foi confirmado posteriormente por colegas que eram clientes. Na altura era habitual promover a prevenção, daí solicitar à sra. para, voluntariamente, apresentar novos livros na repartição, para pagar o imposto de selo. Facto que a sra. considerou fazer, de imediato. 


No dia seguinte, a sra. apresenta-se na repartição e desloca-se a sala da fiscalização, no primeiro andar, a sala ao fundo do corredor, do lado esquerdo, em frente da sala do Vitor. 

Quando entra reconhece alguns dos colegas e sente-se confortável, quase em casa. Mostra os livros regularizados e, reconhecida pela atenção que demonstrámos, pergunta se pode ser útil, isto eram 11horas da manhã. 


Alguém do grupo diz, em jeito de brincadeira: só se quiser cantar um fado. E não é que de imediato, àquela hora, a senhora desanca um vozeirão e começa um fado à capela! Um caos!!!! O chefe, à altura era o sr., Alípio de Brito, aparece de rompante com um ar de espanto. Os outros contribuintes, queriam mais e batiam palmas!
 Como acabou já não sei mas que foi giro foi!






                         ESCREVE: VÍTOR GONÇALVES 

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

QUEM É QUEM NESTE ANÚNCIO?





Um anúncio referia:

Primeiro andar completo direito e esquerdo, cheio de história.Inclui salas de industrial A, B e C, com vestígios de    Vitorianos, luisianos, Pitaninos e Nordestinos, livros auxiliares e 8A Pessoanos, de execuções Andrenianas e Afonsinas, salas de chefia e de carimbadas Vilelianas, enfim uma panóplia de antropologia humanoide.

Estamos a falar de quê e de quem?




  ESCREVE: VÍTOR GONÇALVES 

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

QUINTOBAIRRISMO

 

Naquela Repartição,
Sita na 5 de Outubro,
Dias de grande confusão,
Com temperatura ao rubro.
 Filas e filas para pagar,
Gente em permanente alvoroço,
Nós a aguentar, quem ia trabalhar,
Tudo feito com enorme esforço.
Havia palavras malditas,
E quem atendia o balcão,
Ao dizer coimas e multas,
Originava discussão.
Mas com as guias na mão,
Tinham de descer as escadas,
Virar na primeira à esquerda,
Fazer o pagamento.
Com muita vociferação,
Era sempre uma tormenta,
E por vezes a polícia, 
Para o caos ser maior,
Distribuía cacetada,
Vá lá, nunca tiros para o ar.
Mas em momentos especiais,
Hora de almoço ou do lanche,
Juntávamo-nos aos cinco e seis.
E em tempo de descompressão,
Era aquilo a que se chama, 
Para além da amizade,
Grande confraternização.
E depois da saída,
Bem, algumas vezes era 
Sem conta, peso ou medida!!!





                            Verseja: Vítor 

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

CINEMA ESPECIAL...

 

E quem se recorda das nossas idas ao ... na hora do almoço?

Comíamos umas sandes mesmo dentro da sala mas aqueles filmes eram a sobremesa!
Isto, é claro, passou-se depois do 25 de Abril.


Gandas saloios eramos!!!
O nosso atraso era enorme e as sessões das 10 às 24 esgotavam!!!

Querem nomes de quem ia? Oh! Eu era um deles e os outros bom que alguns o pudessem dizer, mas alguns, bastantes, já "fecharam os olhos para sempre".

É pena, porque todos eles deixaram e deixam saudades.
Se pudessemos alterar o passado ainda todos cá estariam, mas...

Para os mais distraídos e para os nascidos depois daquela data, perguntem aos mais velhos que tipo de filmes eram exibidos e muita maralha deixava  de ter o almoço como prioridade!?!






                                  Escreve: Vítor